Estava com 11 para 12 anos e muito chateado. Mamãe tinha mandado a Elizabeth embora só porque estávamos "namorando" atrás do guarda roupa. Mamãe sempre foi uma estraga prazeres. Estava numa tristeza só quando entrou a substituta. Era uma boliviana e chamava Pura. Uma máquina que dava de 10 a zero na Betinha. Papai quando viu a Pura, do jeito que ele a olhou, achei que não ia dar certo e ele ia dar com os burros n'agua e falar pra Mamãe tirar os guarda-roupas do canto das paredes. Mas a parada ali era indigesta e na primeira brincadeira de querer ensinar ela a passar pano no chão, já contou pra Mamae e me ferrei. Castigo e quase levei uns tapas. Não ia ser fácil mas eu queria, mais do que inaugurar o monumento, vê-la pelada. Foi quando tive a ideia.
Papai construiu nossa casa em 1949 e, como todas da época, tem as dependências de empregada nos fundos, a edícula. O banheiro não tinha laje e era coberto com telhas de barro. Para facilitar, a edícula era construída germinada com o muro de uns 2,5 m de altura que era um degrau para o telhado. Tinha só um problema. Tirando uma telha, a claridade entraria pelo vão e denunciaria a presença do espião tarado lá em cima, problema resolvido com uma lona preta onde eu cobriria a cabeça e o buraco e poderia ficar desfrutando da Pura peladinha. Quando foi chegando a hora já fiquei prestando atenção na lona e quando vi que ela ia para o banho, corri na frente. Subi no telhado, tirei a telha, deitei e me cobri com a lona que pegava toda a cabeça e um pedaço do ombro. Quieto que nem guri cagado, nem respirava, qualquer barulho iria denunciar a minha presença. Mesmo que ela olhasse para cima não veria nada pois tinha só uma fresta na telha e escurecida pela lona. Agora já barulho ia ferrar tudo. A primeira vez foi ótimo e foi coisa de cinema e foi a primeira mulher que vi totalmente pelada e ao vivo. Gostei muito. Passou a ser programa diário o banho da Pura. Mas o ser humano não se satisfaz de desfrutar sozinho o prazer proporcionado pelas grandes ideias e na primeira vez que o Tontonio me falou "como é boa essa Pura", já respondi que ele nem imaginava o quanto e contei do telhado. Só faltou o bicho sujar a menina para adianntar a hora do banho.
Arrumei um companheiro para sondar junto e aí foi o desastre. Na primeira vez dele, ao invés de arrumar uma outra lona e ir em um buraco novo, ficamos os dois na mesma telha e sob a mesma lona. Na hora H ele não saia do buraco e eu fui ficando desesperado e começamos, cabeça a cabeça, a disputar o mesmo buraco. Nisso me quebra uma telha e quase pega a cabeça da Pura. Rolo formado, a mulher saiu enrolada na toalha e foi direto até Mamãe dizendo que tinha gente sondando ela tomar banho. Não tinha como negar pois a camisa branca estava com aquele limo do tenhado e ela, por nos conhecer e também por absoluta falta de opção, viu que só podia ter sido nós. Perguntou e não conseguimos negar pois, pra piorar, fomos educados a, doa o quanto for, não mentir. Entramos na porrada mas não desisti. Continuei sondando a Pura mas era muito mais difícil.

E eu... continuei virgem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário