Mamãe nunca gostou de cachorros e eu era louco para ter um. De tanto encher o saco, papai comprou ou ganhou de um amigo e me deu um filhote de basset. Na realidade era uma fêmea e eu, com 13 anos estava começando a namorar a Regina Ruas e para homenageá-la coloquei seu nome na minha cachorra. Ela não entendeu a homenagem e acabou com o namoro. Tem gente muito esquisita nesse mundo. Outro dia dei uma schnauser miniatura para meu netinho, o Antonio Pedro, e como ela tem pedigree e tudo, já veio com nome. Livia, minha nora, queria trocar o nome, pois tem uma amiga que se chama Tati e poderia de chatear. Quando disse que, caso acontecesse isso, bastava mostrar o registro, ou melhor ainda, dizer que adorou o nome pois o associou com uma coisa boa, ela não se convenceu muito, mas aceitou que não se pode mudar o que não se escolheu. Estava pensando agora em comprar um macho para dar de presente a ela e poder cruzar com a Tati e estou procurando nos canis de São Paulo e Rio. Ta muito difícil de achar, pois coloquei como condição que ele teria que se chamar Juca, que é o nome do marido da Tati e a homenagem ficaria completa e eu iria ver a reação a Livia.

Hoje, pensando bem, e depois de ter uma border collie que é realmente super inteligente, vejo que a Regina, a namorada, tinha razão de não se sentir lisonjeada com a homenagem. A Regina cachorra não era tão inteligente assim. Mas deixou saudades, as duas.
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